Auto-realização

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Necessidade de Sentido
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Auto-realização

A etapa fundamental do processo de planejamento pessoal é a conscientização. Precisamos ter claro que a falta de planejamento é uma situação geradora de problemas. Não ter um rumo definido é estar sujeito a viver uma série de insatisfações, que são as inimigas da felicidade. Outro aspecto é percebermos que não estamos condenados a viver assim, à mercê das circunstâncias. Nós podemos assumir a direção de nossas vidas, mas, para isso, temos que querer.

Decidir adotar um outro rumo significa estar disposto a canalizar parte das nossas energias para obter um processo de organização que leve a uma vida melhor. E, finalmente, é preciso saber o que fazer para mudar.

O planejamento pessoal envolve as seguintes etapas: conhecimento de si, estabelecimentos de um ideal maior e submetas, estratégias, avaliação e revisão.
O primeiro passo para o planejamento pessoal é a ampliação do autoconhecimento, que é uma tarefa que nunca se encerra. Cada dia descobrimos coisas novas a nosso respeito. A experiência vai nos modificando aos poucos. O desenvolvimento normal é um processo de crescimento e amadurecimento permanente. Ao dedicarmos parte do tempo para o autoconhecimento, vamos ampliando a nossa consciência.
Para estabelecer um ideal maior é necessário definir aonde se quer chegar. Depende da resposta existencial para o significado da vida. Toda a vida deve ser orientada na direção de um ideal maior. O que deseja para si? Aonde quer chegar? De que maneira irá se realizar como pessoa?

Abraham Maslow, o fundador da psicologia humanista, propôs uma hierarquia de cinco necessidades inatas que motivam o comportamento humano. São elas: necessidades fisiológicas, de segurança, de afiliação e amor, de estima e de auto-realização. Elas são dispostas ordenadamente, da mais forte para a mais fraca. As necessidades foram apresentadas em forma de uma pirâmide, na qual as da base são as mais elementares. As necessidades inferiores têm que ser satisfeitas pelo menos parcialmente para que as superiores possam se tornar influentes. Exemplo: pessoas com fome não sentem impulso para atender à necessidade de auto-realização. Na medida em que as necessidades inferiores forem sendo satisfeitas, o indivíduo vai sendo motivado para atender às necessidades superiores. Não somos impulsionados por todas as necessidades ao mesmo tempo. Geralmente, uma irá dominar a nossa personalidade. A que irá motivar a ação depende de quais necessidades já estão satisfeitas. Pessoas bem-sucedidas são, provavelmente, mais motivadas pelas necessidades de estima e auto-realização. No entanto, Maslow sugeriu que a ordenação das necessidades pode mudar. Se uma recessão econômica fizer com que algumas pessoas percam o emprego, as necessidades fisiológicas e de segurança poderão reassumir a prioridade. Ser capaz de pagar as prestações da casa própria torna-se mais importante do que a popularidade com colegas ou uma premiação de uma organização civil.

A necessidade mais elevada da hierarquia de Maslow é a autorealização. Ela depende da realização e do cumprimento máximos de nossos potenciais, talentos e capacidade. Ainda que uma pessoa tenha satisfeito todas as outras necessidades na hierarquia, se não estiver auto-realizada, ficará impaciente, frustrada e descontente. Maslow escreveu: um músico precisa compor; um pintor, pintar; e um poeta, escrever para, enfim, ficar em paz. A pessoa precisa desenvolver seus próprios potenciais no mais alto nível possível, qualquer que seja a missão escolhida. Dessa forma, fica claro que não será suficiente adquirir saúde, riqueza e segurança ou ser amado e estimado
para se realizar. Necessitamos desenvolver ao máximo possível o nosso potencial (Schultz, 2002).

Contrariando a seqüência hierárquica de atendimento das necessidades básicas, é para o topo que iremos olhar para definir a meta maior, mesmo que as necessidades básicas mais elementares ainda não estejam supridas. A partir dessa definição, todas as demais irão se sujeitar. Definindo o propósito maior para a existência, estamos aptos a definir, de maneira coerente, todos os demais passos e a forma como iremos atender às nossas necessidades mais elementares.
 
SCHULTZ, Duane P. e SCHULTZ, Sidney Ellen. Teorias da personalidade. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

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