Livre Arbítrio

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Livre Arbítrio

A espécie humana é a única que tem consciência de si mesma e de sua existência. O conjunto de crenças que ela constrói irá influenciar decisivamente sua trajetória. Outro aspecto importante na formação de cada indivíduo é sua convicção a respeito de sua capacidade de agir e interagir nesse mundo com as pessoas e coisas. Se o homem pensa que tudo já está determinado e que pouca coisa pode ser alterada, passará a vida agradecendo ou maldizendo sua sorte. Se, no entanto, ele se percebe como agente da história, procurará identificar e modificar seu destino.

Os condicionamentos a que ele foi sujeito também lhes darão maior   ou menor dinamismo. Ao transferir a responsabilidade de seus fracassos para os outros, as pessoas deixam de fazer a ação correta. Sem dúvida, existe uma gama de influências sobre as pessoas das quais elas não têm controle, assim como não têm controle sobre o tempo de duração de sua existência, por exemplo. Ou, de repente, podem ser assaltadas, por mais que se previnam, ou então desenvolver uma doença fatal inesperada. Existe uma série de interferências que não estão sob o controle do indivíduo, que não estão subordinadas ao livre-arbítrio pessoal.
No entanto, existe uma série de outras ações que dependem do livre-arbítrio e é dentro dessa gama, dentro deste espaço que as pessoas podem agir. Se agirem de maneira coerente, poderão atingir seus objetivos, mas se atuarem de maneira incoerente, sem um direcionamento de suas ações para aquilo que desejam, só irão chegar lá por sorte. E aí ficam à mercê do acaso. Mas a regra é que irão desembocar em algum lugar diferente do que haviam previsto. Podemos entender os limites do livre-arbítrio, adotando uma imagem que contenha um grande círculo com vários outros de menor tamanho, contidos um dentro do outro.

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