Espiritualidade

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Espiritualidade

Formação Espiritual

O homem não está só. A dimensão espiritual é tão importante quanto as demais. A trajetória espiritual deve nos levar a atingir o ápice no final de nossa existência. A beleza física atinge seu ponto máximo entre 16 e 24 anos, aproximadamente e depois declina. O vigor físico de um atleta dependerá de sua modalidade esportiva. O futebolista, por exemplo, terá seu ápice entre os 26 e 28 anos. O desenvolvimento intelectual, aos 36. A carreira de um executivo aos 45. O vigor espiritual será atingido na terceira idade. O jovem, para ser sábio, precisa experimentar e amadurecer. O aprendizado espiritual se dará paulatinamente. Inicialmente, como diz o autor da epístola aos Hebreus, somos alimentados de leite para depois recebermos o alimento sólido que seria a compreensão de uma doutrinamais profunda, “para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal”. (Hb. 5,13-14)
 
A verdadeira oração, o colocar-se em contato diário com Deus para a manutenção de um relacionamento permanente, é uma necessidade do homem. A negação abre espaço a toda espécie de experiências que buscam suprir essa necessidade de transcendência, porém com resultados escravizantes. A verdadeira religião é libertadora. Liberta a consciência do homem e a amplia de maneira extraordinária. “Os que temem o Senhor terão vida longa. Ele eleva a alma e faz brilhar o olhar, trazendo cura, vida e benção” (Eclo. 34, 14 e 20). 5 anos. Aos 55 anos começa-se a pensar na sua substituição.
 
Conforme Pargament e Mahoney, autores do capítulo 47: Spirituality – Discovering and Conserving the Sacred da coletânea organizada por Snyder e Lopez (2005), espiritualidade pode ser definida como um processo de busca do sagrado. Envolve esforços para descobrir o sagrado, lidar com ele e mantê-lo. A busca não termina quando o sagrado tenha sido encontrado e conservado. Mudanças internas, transições do desenvolvimento pes soal e eventos externos podem precipitar a perda do sagrado ou mudar a maneira como ele é entendido ou experienciado. Em qualquer época da vida as pessoas podem experimentar períodos nos quais o sagrado é abandonado e posteriormente redescoberto.
 
Alguns cientistas sugeriram que existe uma base genética para a Espiritualidade. Psicólogos descobriram que indivíduos, que percebem Deus como amoroso, compassível e responsivo, também relatam alto nível de bem-estar pessoal. Por outro lado, pessoas que descrevem Deus como sendo distante, severo, temível ou como aquele que castiga apresentaram alto nível de estresse psicológico. Em outros estudos de prática religiosa, pessoas que vêem Deus como um parceiro no processo de solução de seus problemas relatam melhor saúde mental, ao passo que aqueles que passivamente transferem seus problemas para Deus, particularmente em ações controláveis, mostram menor nível de saúde mental.
 
A utilidade ou nocividade de uma orientação individual para o divino depende do tipo de “Deus” que a pessoa descobre e da qualidade do relacionamento que ela tem com Deus. Diferentemente de outros atributos psicológicos, a Espiritualidade é centrada em torno da percepção do sagrado. Pesquisas realizadas por Emmons, Cheung e Tehrani (1998, citado por Pargament e Mahoney, p. 650), constataram que esforços espirituais foram mais altamente relacionados com medidas de bem-estar do que qualquer outro tipo de esforço. As pessoas que procuram o sagrado experimentam uma série de benefícios sociais e psicológicos. Por outro lado, indivíduos podem também ser mais vulneráveis a ansiedade e depressão, quando o caminho para o sagrado é bloqueado ou quando o sagrado é perdido.
 
Para muitas pessoas, a descoberta do sagrado é acompanhada pelo crescimento do senso de percepção de si própria, pela satisfação no relacionamento com outras pessoas e por sentimentos de conexão com o transcendente. Muitos aspectos da Espiritualidade podem ser experimentados regularmente, incluindo senso de temor, percepção do amor de Deus, conexão com o transcendente, sentimentos de inspiração e senso de inteireza. Existem muitos relatos de experiências religiosas nas quais as pessoas afirmam ter sentido o amor de Deus. Essa percepção tem o poder de mudar a vida das pessoas. Como disse alguém: “Uma coisa é ter a informação que Deus te ama; outra é você sentir o amor de Deus”.
 
SNYDER, C.R. e LOPEZ, Shane J. Handbook of Positive Psychology.
Oxford: Oxford University Press, 2005.

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