20100905 - Domingo 05 de Setembro de 2010

Côn. Dario Bevilacqua

Do Evangelho que neste domingo, 23º. do tempo comum, é proclamado em nossas celebrações eucarísticas: ( Lucas capítulo 14 versículos de 25 a 33)

Grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
Ou ainda: Qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz.
Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”

Comentário:

Seria totalmente equivocado pensar que o amor por Cristo está em conflito com os diferentes amores humanos: pelos pais, pela mulher ou pelo marido, pelos filhos ou pelos irmãos. O que Jesus quer nos ensinar é que o maior de nossos amores deve ser por Deus, que nenhum amor pode fazer com que abandonemos Cristo.

O amor por Cristo não só não exclui os demais amores, mas nos ajuda a crescer cada vez mais. Pensando bem é em Cristo que o verdadeiro amor encontra seu fundamento, seu apoio e a graça necessária para se vivido profundamente. Jesus nos recorda também qual é o teste e a prova do verdadeiro amor por ele: «carregar a própria cruz».Não nos esqueçamos Jesus não veio para aumentar as cruzes humanas, mas para dar-lhes um sentido e força para carregá-las.

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