20110804 - Domingo 04 de agosto de 2011

Con. Dario Bevilacqua

Do Evangelho que neste 23º. domingo do Tempo Comum, é proclamado em nossas celebrações eucarísticas. (Mateus capitulo 18, versículos de 15 a 20)

Jesus disse a seus discípulos: Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo!
Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles.’

Comentário

O Evangelho deste domingo nos fala da correção fraterma. Jesus fala de toda culpa; não restringe ao campo apenas do que se comete contra nós. Quando a falta é contra nós, o primeiro dever não é a correção, mas o perdão. Por que Jesus diz: «repreende-o a sós»? Antes de tudo, por respeito ao bom nome do irmão, à sua dignidade. Ele diz «a sós tu e ele» também para dar à pessoa a possibilidade de defender-se e explicar sua própria ação com toda liberdade. Há algo que se deve evitar absolutamente: a divulgação, sem necessidade, da culpa do irmão. Quem quer corrigir o outro deve estar disposto também a deixar-se corrigir. O ensinamento de Cristo sobre a correção fraterna deveria ser lido sempre junto ao que Ele disse em outra ocasião: « Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa que tire o cisco que há em teu olho’, não vendo tu mesmo a trave que há no teu?» (Lc 6, 41s.). Ao corrigir, deve-se circunscrever a reprovação ao erro cometido, não generalizá-la, rejeitando toda a pessoa e sua conduta. Por isso, é importante levar em conta a regra de ouro, válida para todos os casos, que o Apóstolo dá na segunda leitura: Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo.

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